Relatório do Ministério da Ciência e Tecnologia

Análise do Relatório do Ministério da Ciência e Tecnologia Referente à Utilização dos Incentivos Fiscais da Lei do Bem Ano Base 2009.

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General Motors do Brasil já recicla 97% dos resíduos industriais

A General Motors do Brasil atingiu um objetivo de extrema importância na área de meio ambiente. Ou seja, a empresa já recicla 97% dos resíduos industriais gerados a partir de seus processos produtivos no país e trabalha fortemente para alcançar a marca de 100%. Atualmente, todas as unidades da GM no Brasil geram cerca de 163.000 toneladas de resíduos por ano.

“Há mais de 20 anos, quando não se falava no assunto, a GM já iniciava processos para reciclagem de resíduos industriais em suas fábricas. Hoje, existem 45 operações no mundo que já conseguem reciclar 100% do resíduo, entre elas a GM Powertrain, em Rosario, Argentina, na região do Mercosul”, comemora Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e Mercosul.

A receita deste sucesso na área de meio ambiente deve-se, sobretudo, a um importante trabalho de conscientização junto aos funcionários dentro das unidades. Ou seja, transformar a reciclagem como uma cultura de quem trabalha na empresa. Mas também há uma série de adaptações realizadas nesses locais, para a correta e eficiente coleta do resíduo para reciclagem.

A unidade de Gravataí (RS), onde hoje são produzidos os modelos Chevrolet Celta e Prisma, possui um sistema padronizado de coleta de resíduos industriais, por meio de “Ecopontos” - 16 no total. “Há dois anos adotamos esse processo, que está sendo implementado em outras unidades”, observa Cláudio Eboli, diretor da GM na área de WFG (Worldwide Facilities Group) - ou Grupo Global de Instalações - na América do Sul.

Segundo ele, os “Ecopontos” são locais de coleta que possibilitam a melhoria da separação dos resíduos reciclados dos não-reciclados. Neles, é feita a triagem antes de serem enviados ao destino final.

Nos “Ecopontos”, os resíduos são avaliados seguindo alguns parâmetros e separados em contêineres divididos por cores, da seguinte forma: lixo comum (marrom), papel branco e papelão (azul), plásticos (vermelho), sucata metálica (amarelo) e sucata de madeira (preto). Eles também são observados se estão ensacados e dispostos nos respectivos contêineres corretamente.

“Com a implantação dos “Ecopontos”, tivemos um aumento de 15% na quantidade de resíduos reciclados. Isso representou 128 toneladas de resíduos que deixaram de ser enviados aos aterros sanitários”, acrescenta Cláudio Eboli, referindo-se aos números de 2008.

Nas fábricas da GM, quase tudo vai para reciclagem. Desde recipientes plásticos, isopor, papel, lubrificantes, peças metálicas, madeira e borra de tinta. Alguns desses materiais são transformados em peças que são reaproveitadas no processo de produção dos veículos. Por exemplo: cerca de 8% dos parachoques dos veículos produzidos nas fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, ambas no Estado de São Paulo, possuem plásticos reciclados em sua composição. Já dos pneus são extraídas algumas matérias-primas, tais como tecido emborrachado, granulado de borracha, aço e massa de borracha, que servem como insumo para diversos produtos.

“Fizemos e vamos continuar fazendo um intenso trabalho junto aos nossos fornecedores mostrando a importância do reaproveitamento de materiais. Eles são auditados e avaliados, conforme a legislação vigente no país e também os nossos procedimentos internos da GM, que são bastante exigentes”, informa o executivo. Segundo ele, também existe um trabalho nas unidades da GM para a coleta especial de resíduos que contêm metais pesados extremamente nocivos ao Meio Ambiente, tais como baterias automotivas, de telefones celulares e de lap-tops. Eles são encaminhados de volta ao fabricante ou para centros especializados de tratamento e reciclagem. Já os resíduos de restaurantes são encaminhados para processos de compostagem orgânica, que gera como produto adubo natural usado nos jardins das fábricas.

Todo o processo de reciclagem de resíduos nas unidades da General Motors é cuidadosamente gerenciado por profissionais especializados na área, responsáveis pela elaborações de relatórios e auditorias. São pelo menos dois engenheiros ambientais, em cada fábrica, que fazem o acompanhamento de todo o processo.

Existe ainda um trabalho de pesquisa, dentro da Engenharia da GM, para optar sempre que possível por materiais recicláveis na produção de veículos, tais como espumas que, embora sejam sintéticas, possam ser reaproveitadas na confecção de bancos e peças anti-ruídos.

A preocupação e respeito ao meio ambiente é uma diretriz adotada definitivamente na GM em todas suas unidades no mundo. Para se ter uma idéia, existe um comitê da área que, todos os meses, avalia as subsidiárias quanto ao cumprimento dos planos de meio ambiente conforme as normas internas. “Nosso objetivo não é só atender à legislação. A questão da reciclagem, por exemplo, é uma política da GM, onde seguimos normas muitas vezes até mais rígidas do que as oficiais”, saliente Cláudio Eboli.

Fonte: Chevrolet

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Mercadante é convidado e aceita Ciência e Tecnologia

NATUZA NERY DE BRASÍLIA

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), candidato derrotado ao governo de São Paulo, foi convidado na tarde desta sexta-feira (3) pela presidente eleita, Dilma Rousseff, e vai assumir o Ministério de Ciência e Tecnologia no futuro governo.

A conversa entre Mercadante e Dilma ocorreu na Granja do Torto, onde a presidente eleita está morando durante a transição.

A Folha apurou que o senador petista, que já aparecia na lista de cotados para o posto há semanas, aceitou o convite feito por Dilma.

Assim, Mercadante é o primeiro dos candidatos do partido que não tiveram êxito nas urnas a ser “socorrido” por Dilma. Em 2003, Lula assumiu seu primeiro mandato tendo no primeiro escalão vários derrotados nas urnas, como o baiano Jaques Wagner e o gaúcho Tarso Genro.

Mercadante ficaria sem mandato a partir de janeiro, pois deixou de concorrer a uma reeleição considerada relativamente garantida para disputar o governo, atendendo a um pedido de Lula.

Desde a campanha já se cogitava uma compensação caso ele não conseguisse vencer Geraldo Alckmin (PSDB), que largou em ampla vantagem nas pesquisas e venceu no primeiro turno, por margem bastante estreita.

Com a escolha de Mercadante, o Ministério de Ciência e Tecnologia deixa de fazer parte da cota do PSB e passa à órbita do PT. Com isso, o partido do governador Eduardo Campos (PE), que tinha a pasta em sua cota pessoal, deverá ser recompensado com a pasta de Integração Nacional, considerada vital para o Nordeste, região na qual o PSB é mais forte.

Fonte: Folha on line

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MOVERGS realiza palestra para um grupo de 70 empresários do ramo de Industria de móveis do Rio grande do sul

Realizamos uma palestra no dia 24/11/2010 em Bento Gonçalves - RS para um grupo de 70 empresários do ramo de Industria de móveis do Rio grande do sul. O Evento foi organizado pela MOVERGS (Associação das Indústrias de Móveis do Rio Grande do Sul) foi um encontro muito positivo. A Palestra foi realizada pelo Diretor Comercial  da I9 Now Fernando Pavão com a participação dos Professores Paulo Humann e Francisco Massa ambos do Centro de Exelência e Técnologias Avançadas CETA-SENAI RS orgão filiado a FIERGS em Porto Alegre.Pudemos esclarecer e aprimorar o conhecimento de todos presentes em relação aos incentivos fiscais aplicados através da Lei do Bem!

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Vale fecha acordo com GE para pesquisa de soluções em energia

RIO DE JANEIRO, 10 de novembro (Reuters) - A Vale fechou com a General Electric um termo de cooperação para pesquisar novas soluções para o setor de energia, um insumo crítico para a mineradora que é o quarto maior consumidor de energia do país.

Segundo o diretor-presidente do Instituto Tecnológico Vale, Luiz Mello, o objetivo do acordo é otimizar o consumo de energia da empresa.

“Algumas tecnologias podem inclusive ir para a área mineral, não só energia”, afirmou Mello à Reuters durante evento para anúncio dos planos da GE no país.

A GE anunciou nesta quarta-feira que vai investir US$ 500 milhões no Brasil, na construção de um novo centro de pesquisa e na expansão de suas operações no país. Do valor total, US$ 400 milhões serão investidos nos próximos três anos em tecnologia e desenvolvimento de novos produtos e novas linhas de produção.

Mello disse ainda que a parceria com a GE será fundamental em regiões onde a Vale precisa montar infraestrutura para operar.

Como exemplo, ele citou o projeto de exploração de minério de ferro na Guiné, Simandou, uma região onde não há nenhuma infraestrutura instalada.

“Ferrovias e porto terão de ser construídos, não tem nenhuma infraestrutura. É fundamental ter a GE como parceira em uma situação dessa.”

Segundo Mello, o foco inicial no Brasil será as ferrovias, buscando otimizar os custos com combustível. Atualmente a Vale tem cinco locomotivas operando a gás “com um bom desempenho”, segundo Mello, e outras com biodiesel.

“Poderíamos ter sistemas de ferrovias. Estamos ampliando o uso do biodiesel para B20, queremos trabalhar com gás em vez diesel. Só que o gás tem que ser comprimido, poderia eletrificar a rede. É limpo, mas custa caro”, completou Mello.

(Por Denise Luna)

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MINISTRO E SECRETARIO MCT preferência de até 25% nas licitações estatais às empresas que investem em inovação.?

TENDÊNCIAS/DEBATES
Folha 08/11/2010
Cenário promissor para a inovação no país
SERGIO MACHADO REZENDE e RONALDO MOTA

Ainda que haja longo caminho a percorrer, as empresas já incorporam a inovação em seus processos produtivos, tornando-se mais competitivas

Inovação compreende um produto ou processo novo, bem como a introdução de uma qualidade ou funcionalidade inédita de produto já existente; é fator decisivo para a competitividade das empresas. A atividade de inovação tecnológica requer a participação de engenheiros e cientistas, preponderantemente com formação pós-graduada.
Apesar do início tardio, a pós-graduação brasileira avança rapidamente. O número de mestres e doutores formados passou de cerca de 5.000 em 1987 para quase 50 mil em 2009.
A ciência avançou muito no Brasil; no entanto, a inovação tecnológica em nossas empresas ainda é tímida. Tal situação decorre da carência de cultura de inovação no ambiente empresarial e da insuficiente articulação entre política industrial e ciência e tecnologia.
Até recentemente, o principal instrumento para apoiar a inovação era o crédito da Agência Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com juros da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 5%.
Mas isso está mudando. Inovação é, hoje, uma das prioridades da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação 2007-2010 (Pacti).
Com a Lei de Inovação (2004) e a Lei do Bem (2005), as empresas passaram a contar com instrumentos mais amplos e efetivos.
A subvenção econômica viabilizou a concessão de mais de R$ 2 bilhões não reembolsáveis para empresas realizarem inovação. Tal valor é complementado por outros investimentos reembolsáveis da Finep e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de créditos com juros muito baixos.
O Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe) aporta recursos para as pequenas e médias empresas em operação com parceiros estaduais. Adicionalmente, existem hoje mais de 30 fundos de capital de risco, com mais de R$ 3 bilhões para investir. O Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime) concedeu em 2009 subvenção econômica para 1.381 empresas, por meio de parcerias com 17 incubadoras.
O Programa RHAE-Pesquisador na Empresa, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), concede bolsas para mestres e doutores atuarem nas empresas, tendo contemplado, nos anos de 2008 e 2009, mais de 300 empresas, possibilitando a inserção de 507 mestres e doutores e 550 técnicos nas equipes de trabalho.
A Lei do Bem concede incentivos fiscais para empresas que realizem atividades de inovação. Em 2006, 130 empresas declararam investimentos de R$ 2,2 bilhões. Já em 2009, 635 empresas investiram mais de R$ 9,1 bilhões.
O mais recente estímulo para inovação vem da medida provisória 495/2010, que altera a lei de licitações públicas ao conceder a margem de preferência de até 25% nas licitações estatais às empresas que investem em inovação.
Para fomentar a interação universidade-empresa, o governo federal implantou o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), formado por 56 redes de núcleos de pesquisa e desenvolvimento, sendo 14 redes de centros de inovação, 20 de serviços tecnológicos e 22 de extensão organizadas nos Estados. Ainda há um longo caminho, mas passos importantes têm sido dados na direção correta.
As empresas já incorporam a inovação em seus processos produtivos, tornando-se mais competitivas e mais lucrativas. Isso oferece condições para a conquista de novos mercados. O país começa a formar uma nova geração de empresários, empreendedores em tecnologia.

SERGIO MACHADO REZENDE é ministro da Ciência e Tecnologia.
RONALDO MOTA é secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia.

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Nokia Siemens terá centro de operações no Brasil

por Vitor Cavalcanti
27/10/2010

Instalado em São Paulo, local receberá 15 milhões de euros em investimentos e contratará 300 pessoas

O Brasil realmente está no centro da estratégia de muitas multinacionais da área de tecnologia. Depois de a SAP anunciar um laboratório de co-inovação instalado na capital paulista, a Nokia Siemens Networks afirma que terá, a partir de São Paulo, um centro global de operações de rede (GNOC, da sigla em inglês). A fabricante investirá 15 milhões de euros na iniciativa que deve iniciar os trabalhos em janeiro de 2011 e contratará 300 pessoas para tocar as operações. Trata-se do quinto centro desse tipo no mundo e servirá para atender a crescente base de operadoras que buscam terceirizar operações de rede.

De acordo com Hermes Figueroa, líder de vendas de serviços para América Latina, o Brasil está definido como um dos principais focos de atuação da companhia e a ideia de ter esse centro na região é poder entregar os serviços de forma centralizada. Para o executivo, ter o GNOC no Brasil facilitará a implementação da estratégia de entrega que está direcionada à melhor eficiência e qualidade e inovação nos processos de serviço.

O centro de operações terá entre suas principais atividades a operação e gestão de rede, além do “monitoramento de desempenho de qualidade da rede, integração de novos sites, suporte de segundo e terceiro nível das redes que temos hoje no Brasil e América Latina e também a avaliação de SLA já acordado com os nossos clientes.”

Os 15 milhões de euros que serão investidos servirão para adequar a infraestrutura do prédio e treinar as pessoas escolhidas para trabalhar no GNOC. “A ideia é iniciar com 300 pessoas e o processo de seleção já está no início. Queremos todas as pessoas nos primeiros dias de operação do centro. Temos clientes no mercado da AL que precisarão desse serviço e temos que ser muito rápidos na implementação do GNOC.”

Para Figueroa, embora o Brasil tenha concorrido com outros países da AL para sediar o centro, pesou a favor do País a infraestrutura de telecom adequada, disponibilidade de recursos humanos, quantidade de clientes e o ambiente econômico atual.

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Telefônica estrutura centro de inovação no Brasil

por Roberta Prescott

Grupo foca em sete áreas: vídeo e CDN, e-heath, serviços na nuvem, aplicações, segurança, serviços financeiros e M2M

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SAP Labs deve chegar a 400 funcionários até fim do ano

por Vitor Cavalcanti* | InformationWeek Brasil
22/10/2010

Prédio inaugurado pela fabricante em 2009, no Rio Grande do Sul, já ampliou o quadro de 200 para os atuais 340 empregados

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Ponto Final

Fernando Pavão, consultor em inovação da paulista i9now, é o convidado da palestra-almoço Mesa Redondas TI, que o Seprorgs promove hoje, no Hotel Deville.

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